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domingo, 23 de maio de 2021

Um rei entre os pobres


 

 - Número de páginas: 167

- Autora(a): Johnnie Moore

- Editora: Thomas Nelson

- Por que li: 

- O livro é sobre... Teologia da graça vista por um pastor protestante.

- Pontos fracos: Não encontrei. 

- Pontos fortes: Escrita envolvente; exemplos concretos; partilha de experiências.

- Recomendo: Para quem quer conhecer sobre a teologia da graça

-Nota: 10

- Uma frase do livro: "Cabe a nós sermos com os outros aquilo que Jesus tem sido conosco. Recebemos a oportunidade de contar àss pessoas que se sentem mortas que Jesus remove as pedras do túmulo."

domingo, 5 de abril de 2020

Tudo que vivi


terça-feira, 1 de maio de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

Quem é Jesus

Jesus para mim
amigo
companheiro
força
caminho
luz
vida

Quem é Jesus?
Sinal de contradição
de dúvidas...
Divino ou humano?
Humano e divino?
Humano com super poderes?
Apenas um contestador?
Mais um ungido, mais um profeta?

A resposta pode ser dada pela fé,
pela crença ou pela falta dela.
Só não se pode negar uma coisa:
Ele existiu.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Espiritualidade e religião

Espiritualidade e religião se complementam mas não se confundem. A espiritualidade existe desde que o ser humano irrompeu na terra, há mais de 200 anos. As religiões são recentes, não ultrapassam 8 mil anos de existência. A religião é a institucionalização da espiritualidade, assim como a família é do amor. Há relações amorosas sem se constituírem em família. Do mesmo modo, há quem cultive sua espiritualidade sem se identificar com uma religião. Há inclusive espiritualidade institucionalizada sem ser religião, como é o caso do budismo, uma filosofia de vida
As religiões, em principio, deveriam ser fontes e expressões de espiritualidades, nem sempre isto ocorre. Em geral, a religião se apresenta como um catálogo de regras, crenças e proibições, enquanto a espiritualidade é livre e criativa. Na religião, predomina a voz exterior, da autoridade religiosa. Na espiritualidade, a voz interior, o ´´toque´´ divino.
A religião culpabiliza; a espiritualidade induz a aprender com o erro. A religião ameaça; a espiritualidade encoraja. A religião reforça o medo; a espiritualidade, a confiança. A religião traz respostas; a espiritualidade suscita perguntas. As religiões são causa de divisões e guerras; as espiritualidades, de aproximação e respeito. Na religião se crê; na espiritualidade se vivencia. A religião nutre o ego, pois uma se considera melhor que a outra. A espiritualidade transcende o ego e valoriza todas as religiões que promovem a vida e o bem.
A religião provoca devoção; a espiritualidade, meditação. A religião promete a vida eterna; a espiritualidade a antecipa. Na religião, Deus, por vezes, é apenas um conceito; na espiritualidade uma experiência inefável.
Há fiéis que fazem de sua religião um fim e se dedicam de corpo e alma a ela. Ora, toda religião, como sugere a etimologia da palavra (religar), é um meio para amar o próximo, a natureza e a Deus. Uma religião que não suscita amorosidade, compaixão, cuidado do meio ambiente e alegria, serve para ser lançada ao fogo. É como flor de plástico, linda, mas sem vida.
Há que tomar cuidado para não jogar fora a criança com a água da bacia. O desafio é reduzir a distancia entre religião e espiritualidade, e precaver – se para não abraçar uma religião vazia de espiritualidade nem uma espiritualidade solipsista, indiferente à religião.
Há que fazer das religiões fontes de espiritualidade, de pratica do amor e da justiça, de compaixão e serviço. Jesus é o exemplo de quem rompe com a religião esclerosada de seu tempo, e vivencia e anuncia uma nova espiritualidade, alimentada na vida comunitária, centrada na atitude amorosa, na intimidade com Deus, não justiça dos pobres, no perdão. Dessa espiritualidade resultou o cristianismo.
Há teólogos que defendem que o cristianismo deveria ser um movimento de seguidores de Jesus, e não uma religião tão hierarquizada e cuja estrutura de poder suga parte considerável de sua energia espiritual. O fiel que pratica todos os ritos de sua religião acata os mandamentos e paga o dizimo, e, no entanto, é intolerante com quem não pensa ou crê como ele, pode ser um ótimo religioso, mas carece de espiritualidade. É como uma família desprovida de amor. O apóstolo Paulo descreve magistralmente o que é espiritualidade no capitulo 13 da primeira carta aos coríntios. E Jesus a exemplifica na parábola do bom samaritano (Lucas 10. 25-37), e faz uma critica mordaz à religião em Mateus 23.

Texto de Frei Beto, publicado no jornal Estado de Minas. 07/12/2011

domingo, 3 de julho de 2011

Dei Verbum

Dei Verbum é um documento católico, escrito após estudos detalhados sobre a Revelação de Deus na Sagrada Escritura, sendo promulgada a 18 de novembro de 1965, durante o Concílio Vaticano II.
Ele foi organizado em um proêmio, isto é, introdução, e seis capítulos, com o objetivo de “propor a genuína doutrina sobre a Revelação divina e a sua transmissão, para que o muno inteiro, ouvindo, acredite na mensagem da salvação, acreditando espere, e esperando ame”.(DV1)
Apesar de sua estrutura simples, a Dei Verbum é de grande importância, pois trata de temas sobre a fé e principalmente da complexa relação entre Tradição e Escritura.
Nele diz,que a Revelação é apresentada na Bíblia, por meio das ações de Deus que, se manifesta, se revela ao ser humano através de situações concretas, desde a criação até Jesus Cristo, que é ao mesmo tempo revelação e revelador.
O Pai deu-se a conhecer primeiramente através dos profetas ao longo da história como, por exemplo, na escolha de Abrãao e na aliança com Israel. Em Jesus, temos a plenitude da Revelação, pois Cristo habita este mundo para mostrar as pessoas a vontade do Pai e o próprio Deus e assim se manifesta de forma plena e definitiva, completando e confirmando “com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna”.(DV4)
Através da ação do Espírito Santo, os apóstolos e seus sucessores, transmitiram a Palavra de Deus às pessoas, chegando até nós através da Tradição.
Segundo a Dei Verbum, a Sagrada Escritura e a Tradição estão intimamente ligadas, elas se completam, pois são fruto da mesma fonte divina. Por isso, para bem interpretar os ensinamentos de Deus na Bíblia, é necessário contextualizar política, geográfica e culturalmente os textos bíblicos e levar em conta a unidade de toda a Escritura. Quem deve fazer esta interpretação, é o magistério da Igreja, guiado pela luz do Espírito Santo.
Ainda é colocado a importância do Antigo e do Novo Testamento, sendo que o “ antigo Testamento destinava-se sobretudo a preparar, a anunciar profeticamente e a simbolizar com várias figuras o advento de Cristo, redentor universal, e do reino messiânico.”(DV15) e no Novo Testamento “ a Palavra de Deus, que é virtude de Deus para a salvação de todos os crentes apresenta-se e manifesta seu poder dum modo eminente. ” (DV17) e do clero como um todo levar aos fiéis a entenderem a Revelação e assim aumentar a veneração a Palavra de Deus, dando um novo impulso a vida espiritual.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dei Verbum

Após ler a Dei Verbum, constituição dogmática católica sobre revelação, me dei conta da importância do clero conhecer, estudar e refletir sobre a Palavra de Deus e transmiti-la aos fiéis, e assim , por seu exemplo, levar a todos, principalmente os ministros da Palavra, a estudar, refletir sobre as Escrituras Sagradas.
Sendo assim, não concordo que para ser padre é mais necessário saber lidar com o povo, escutá-lo e guiá-lo do que eles saberem, dominarem a interpretação da Bíblia, como disse uma professora de teologia.
Na minha opinião todo padre deve ser teólogo, para que possa cumprir o que está na Dei Verbum.
Mas, por outro lado, compreendo que como, ultimamente não temos tantas vocações sacerdotais, as congregações acabem por aceitar, a primeiro momento, uma pessoa comunicativa, mas com pouco conhecimento, entendimento.
Digo “a primeiro momento” porque as congregações deveriam investir no aprimoramento do conhecimento de seus membros, para que estes realmente sirvam os fiéis.
O problema é que esbarramos também no problema da ideologia política que “todos não devem saber de tudo”...