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quinta-feira, 22 de maio de 2025

Os pontos da vida



Em uma pequena cidade do interior, num casarão antigo com cheiro de café fresco e janelas abertas para o jardim, reuniam-se todas as tardes treze mulheres com um objetivo em comum: crochetar. Mas para elas, o crochê não era só passatempo — era um fio invisível que unia corações partidos, curava dores antigas e celebrava vitórias silenciosas.

Tudo começou com Dona Tereza, uma senhora de 78 anos que, após perder o marido, sentia um silêncio pesado demais em casa. Um dia, decidiu levar sua cadeira para a varanda e crochetar ao ar livre. Uma vizinha passou, sorriu, e pediu para aprender. No dia seguinte, vieram duas. Uma semana depois, eram sete. Em dois meses, eram treze mulheres de idades, histórias e vidas diferentes, unidas por novelos coloridos e o desejo de recomeçar.

Ali havia de tudo: Marina, que lutava contra a depressão e redescobriu a alegria com cada ponto baixo que fazia; Cida, que perdeu um filho e bordava a dor em flores no tapete; Aline, jovem com síndrome de Down, que virou professora de pontos complexos para as mais velhas; e Zuleica, que enfrentava um câncer, mas dizia que o crochê era sua forma de rezar com as mãos.

Certa tarde, decidiram usar suas criações para algo maior. Começaram a confeccionar mantas, roupinhas de bebê e gorros, que doavam ao hospital da cidade e abrigos. As peças vinham acompanhadas de bilhetes com mensagens como “Você é forte”, “Você não está só” e “Cada ponto aqui é feito com amor”.

O projeto cresceu. Jornal local fez matéria. Alunos da escola passaram a visitar o grupo para aprender. Gente que nunca pegou numa agulha se voluntariava para enrolar os fios ou doar material.

Dona Tereza dizia que nunca pensou que perder o marido abriria espaço para tanto amor novo. “A dor nos corta, mas o crochê nos costura de novo”, repetia ela, com os olhos úmidos e a agulha firme.

Hoje, o grupo se chama “Pontos da Vida”, e cada peça que fazem carrega um pouco da história de cada uma delas. Porque o crochê, ali, não era só feito de linha — era feito de força, amizade e esperança.

Repost:@janevalim


 

domingo, 1 de agosto de 2021

Século XXI

  Bem vindo ao século XXI.


Aqui o sexo é livre e o amor se tornou um bolso cheio de notas.

Onde perder o celular é pior do que perder os teus valores. Onde a moda é fumar e beber, e se não fizer isso, você está obsoleto. Onde o banheiro se tornou estúdio para fotos e a igreja, o lugar perfeito para check in.

Século XXI, onde homens e mulheres temem uma gravidez muito mais que HIV. Onde o serviço de entrega de pizza chega mais rápido do que a ambulância.

Onde as pessoas morrem de medo de terroristas e criminosos muito mais do que temem a Deus. Onde as roupas decidem o valor de uma pessoa e ter dinheiro é mais importante do que ter amigos ou até mesmo família.

Século XXI, onde as crianças são capazes de desistir dos seus pais pelo seu amor virtual. Onde os pais esquecem de reunir a família à mesa para um jantar harmonioso, conversando sobre o dia a dia pois estão entretidos no seu trabalho ou celular.

Onde homens e mulheres muitas vezes, só querem relacionamentos sem obrigações e seu único 'compromisso' se torna posar para fotos e postar nas redes sociais jurando amor eterno. Onde o amor se tornou público ou uma peça de teatro.

Onde o mais popular ou o mais seguido com mais curtidas em fotos é aquele que aparenta esbanjar felicidade; aquele que posta fotos em lugares legais e badalados rodeados por 'amizades vazias' com 'amores incertos' e 'famílias desunidas'.

Onde as pessoas se esqueceram de cuidar do espírito, da alma vazia e resolveram cuidar e cultuar os seus corpos. Onde vale mais uma lipoaspiração para ter o corpo desejado do 'mundo artístico' do que um diploma universitário.

Onde uma foto na academia tem muito mais curtidas do que uma foto estudando ou praticando boas ações.

Século XXI, aqui você só sobrevive se jogar com a 'razão', e você é destruído se agir com o teu coração!"

Desconheço o autor do texto.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Jaculatória

"Acalma os meus pensamentos e silencia o meu coração, Senhor".

"Deus nos cerca de carinho e proteção"

"O meu Jesus, ligai-me, prendei-me estreitamente ao Vosso coração."

" O Senhor é a minha luz e salvação, de quem terei medo? Sl 26,1

"Sarai nossa alma tão frágil e dai-nos paz e virtude."

"  O Senhor me livrará de todo mal que me queiram fazer e me salvará." 2Tm 4, 18

" Não ponhais vossa fé nos que mandam, não há homem que possa salvar." Sl 145,3

domingo, 10 de maio de 2020

Solidão

O que é solidão?
É ficar sozinha?
Não, não pode ser.
Ficar sozinha é bom!
É muito bom ficar consigo mesma!


Mas solidão é ruim!
Mesmo estando no meio da multidão se sentir só, desprotegida,vulnerável, perdida...
Solidão é ruim!

sábado, 2 de maio de 2020

Controlar

Será que posso controlar,
Será que devo controlar,
Será que consigo controlar,
As coisas, as pessoas e as situações?


O que é controlar?
Ter domínio de tudo?
Fazer com que te obeceçam?
Fingirem que concordam contigo?
O que é controlar?


Fingimento, recusa,
Falsa aceitação
Falso comprometimento.
São atitudes de quem achamos que controlamos para conosco.

Controlar o quê? Quem?
Não controlamos nada nem ninguém.
Nem nós mesmos...
O autocontrole é uma farsa,
explode em alergias e neuroses.


Se não controlamos,
por que queremos controlar?
Para quê?

Deixar cada um com sua vida
E viver no descontrole.

Descontrolar para viver!

domingo, 5 de abril de 2020

Tudo que vivi


Pedro ou Paulo, quem decide?

Administrador ou empreendedor? Qual somos ou devemos ser?
Neste livro, através da comparação de Pedro e Paulo, figuras bíblicas, o autor nos convida a esta reflexão.




segunda-feira, 29 de julho de 2013

Madre Teresa de Calcutá

A maior pobreza é não ser amado, ser indesejado e ignorado.

terça-feira, 1 de maio de 2012

domingo, 14 de novembro de 2010

Para refletir... Quem ama cuida

Quem ama cuida!
Dá um jeito, arranja tempo, se envolve
Quer saber quais as coisas que você ama?

Acredito profundamente na máxima que diz: “Quem ama cuida”, e percebo que tal ditado se estabelece como critério avaliativo para pesarmos nossos relacionamentos.Quer saber quais as coisas que você ama? É só verificar atentamente as coisas das quais você cuida, pois a gente só percebe que ama depois que descobre que cuida.

Você ama sua família? Seus amigos? Sua esposa (o)? Você cuida destes? Quanto tempo você gasta com eles? Ou seu amor é apenas um vago sentimento que não muda em nada a vida dos que lhe são caros… Amor implica atitude, não existe amor estático, só de palavras; quem ama incomoda.

Amar é buscar o outro, é preocupar-se com ele, é gastar tempo com a pessoa e por causa da pessoa. Amar é ter a coragem de se expor pelo outro. Não acredito naqueles que dizem nos amar, mas não fazem nada para que nossa vida se torne melhor. Quem ama dá um jeito, arranja tempo, liga, se envolve; enfim, se faz presença.

Não se constroem grandes relacionamentos por meio de cursos de correspondência. Para que os laços se aprofundem é preciso gastar tempo ao lado do outro. Deus nos livre de relacionamentos superficiais, nos quais o que impera é a representatividade e o cuidado é ausente… Amor sem cuidado é arte sem encanto, é corpo sem alma, é abstração.

E mais: será que nós nos amamos? Será que cuidamos de nós, de nosso visual, de nosso coração? Será que investimos em nós? É impossível cuidarmos de alguém se não aprendemos a nos cuidar. E também, por vezes, teremos que aprender a nos deixar cuidar pelos outros, pois, do contrário, correremos o risco de morrer isolados em nossa própria resistência.

O que você ama? Do que você cuida ou precisa cuidar?
Ainda dá tempo, sempre dá…
Deixo-o com o santo poder que traz em si questionamento… ou melhor: ? (a interrogação).


Adriano Zandoná
verso.zandona@gmail.com
Adriano Zandoná Seminarista e Missionário da Comunidade Canção Nova. Reside na Missão de Cachoeira Paulista. É formado em Filosofia e em Teologia, e está preparando-se para a Ordenação Diaconal. Atualmente trabalha na Rádio Canção Nova, onde apresenta o programa “Viver Bem”. Acesse: blog.cancaonova.com/adrianozandona e acompanhe outros artigos do autor.


08/11/2010 - 00h00